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domingo, 25 de agosto de 2019

MORTON MARIZ DE FARIOA


Um sertanejo manso e firme. Estes os traços marcantes de Morton Mariz de Faria, que nasceu a 02 de junho de 1917 na Fazenda Solidão, município de Serra Negra do Norte, filho de Nelson Newton de Faria e Paulina Engrácia Mariz de Faria. Iniciou os estudos na fazenda do pai, concluindo o curso secundário em Natal, no Marista e Atheneu e, posteriormente, no Americano Batista de Recife.
Em seguida iniciou o curso de Direito em Pernambuco em 1935, mas, por conta da instabilidade política do país e por falta de estímulo, cancelou e começou a fazer odontologia em Fortaleza (CE), concluindo em 1938. Retornando ao Rio Grande do Norte, fixou residência em Angicos, casando com Lucy Pereira, com quem teve uma única filha: Paulina Maria Pereira. Viúvo de Lucy, casou-se com a mossoroense Francisca Sali Paraguai de Faria, com quem teve sete filhos, entre as quais Wilma Maria de Faria, ex-governadora do Estado.
Como cirurgião-dentista trabalhou em várias cidades do interior. Na década de 50, resolveu retomar o curso de Direito, cursando as disciplinas que faltavam. Bacharelou-se em 1962, exercendo o cargo de promotor substituto nas Comarcas de Jucurutu, Serra Negra e Caicó, no período de 1958 a 1960. No início dos anos 60 fixou residência em Natal, mantendo consultório odontológico no Grande Ponto. Em 1961 foi nomeado ministro do TCE. Morreu em 13 de novembro de 1976.
FONTE – REVISTA DO TCE RN

OSCAR NOGUEIRA FERNANDES


Décimo filho de um total de onze, nascidos na cidade de Pereiro, interior do Ceará, nascidos do casal Christalino Fernandes de Queiroz e Tercina Nogueira Fernandes, Oscar Nogueira Fernandes foi levado para Natal ainda criança, em decorrência da morte do pai. Na capital potiguar, estudou no Colégio Marista, Atheneu e Sete de Setembro. Chefe da família e advogado, o primo Hemetério Fernandes, comprou o Ginásio Sete de setembro e convidou Oscar e seu irmão, Francisco, a ajudarem na administração da escola. Foi o seu primeiro emprego
Oscar trabalhou quinze anos na escola, de 1943 a 1968, tendo conhecido sua futura esposa, Hebe Marinho, no local do trabalho. Lá, exerceu várias funções, de tesoureiro a professor. Teve que sair para fazer o curso de Direito, em Maceió, concluído em 1955, quando passou a exercer os cargos de procurador jurídico do DER-RN e depois Juiz Municipal em Natal
Em 1961 foi nomeado para o cargo de ministro do TCE, atividade que passou a exercer paralela a de professor de Direito Municipal e Direito Constitucional da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. A aposentadoria se deu em 1988, quando passou a exercer as funções de marceneiro, pescador e cultivador de plantas, atividades que tem o maior prazer de executar.
FONTE – REVISTA TCE RN

JOSÉ BORGES MONTENEGRO


O município de Açu foi o berço de José Borges Montenegro, nascido em 28 de maio de 1925, filho de Manoel de Melo Montenegro e Cândida Borges Montenegro, família com tradição política na região. O pai foi prefeito de Santana do Matos e deputado estadual. Três dos irmãos, Edgard, Nelson e João Batista foram deputados estaduais e prefeitos na região do Vale do Açu.
Borges estudou no Colegio Diocesano Santa Luzia, em Mossoró, e nos Colégios Americano Batista e Oswaldo Cruz, em Recife. A atração por assuntos como filosofia e liberdade do homem o levaram a estudar na Faculdade de Direito no Recife, curso que conclui em Maceió. Em janeiro de 1957 foi nomeado juiz municipal em Ipanguaçu, mas logo foi para Recife, atuar como promotor. A convite de Dinarte Mariz retornou ao Rio Grande do Norte, para trabalhar como ministro do Tribunal de Contas em seu nascedouro.
Foi um período de intensa movimentação, em decorrência da impossibilidade da Corte funcionar regularmente, resultando no fechamento do TCE, até a normalização, com a decisão do Supremo tribunal Federal legitimando a nova Casa. O conselheiro faleceu em Natal, no dia 13 de janeiro de 2008.
FONTE – REVISTA TCE RN

ALDO MEDEIROS


Um homem simples, culto, inteligente e apaixonado por cinema. Assim definem Aldo Medeiros. Natural de Acari, nasceu no dia 3 de junho de 1915, filho de Esperidião Elói de Medeiros e Maria Eudóxia Dantas de Medeiros. Seus pais se mudaram para Caicó quando ele tinha três meses de idade, lá começou os estudos que foram prosseguidos em Natal.
Em 1953 casou-se, em Caicó, com a prima Maria Augusta Mariz de Medeiros, filha de Dinarte Mariz, líder político da região do Seridó. De tradicional família política, foi prefeito de Caicó por duas vezes, de 1943 a 1945 e de 1948 a 1953. Presidiu o Diretório Municipal da UDN. Empreendedor, exerceu várias atividades: diretor comercial e gerente de exportadora Dinarte Mariz, produtora e exportadora de algodão e de minério. Em Natal, dirigiu a Rádio Nordeste (1954 a 1960), à época uma das mais importantes emissoras do estado.
Em 1960, foi nomeado pelo governador Dinarte Mariz ministro do TCE. Ao se aposentar do TCE, passou a se dedicar a mais prazerosa de suas atividades: o cinema. Ao longo da vida construiu um acervo de filmes e publicações especializadas, que doou para a Cinemateca da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Faleceu em Natal no dia 9 de dezembro de 1984
FONTE REVISTA TCE RN

ROMILDO FERNANDES GURGEL


Natural de Natal, Romildo Fernandes Gurgel nasceu no dia 05 de maio de 1927, filho de Nisário Gurgel e Umbelina Fernandes Gurgel. Cursou o Primário e o Científico no Colégio Marista, em seguida fez a faculdade de Direito em Maceió – AL. A facilidade com as letras o enveredou para os caminhos da tradução (falava inglês fluentemente) e pelo jornalismo, sendo redator e diretor dos jornais O Democrata e Jornal do Comércio. Entusiasmou-se com a profissão a tal ponto que passou a trabalhar em A República, órgão oficial do estado, que viria a dirigir nos anos de 1944 e 1945.
Em 1947, com 19 anos, foi delegado do Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Comerciários – IAPC. Também atuou como repórter no Rio de Janeiro, nos jornais Diário da Noite e na revista O Cruzeiro. Em 1956 regressou a Natal para dirigir a Delegacia do Instituto de Aposentadorias e Pensões dos Empregados em Transportes e Cargas. Participou da criação da Faculdade de Jornalismo do estado (início da década de 1960) e foi professor de Direito Financeiro da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Foi secretário de educação no governo de Dinarte Mariz, de onde saiu para ser ministro do TCE.
Era um homem de temperamento forte, ao mesmo tempo que buscava soluções rápidas para os problemas. Romildo Gurgel faleceu em 31 de maio de 1995
FONTE – REVISTA TCE RN

VICENTE DA MOTA NETO


Vicente da Mota Neto nasceu em Mossoró, em 06 de novembro de 1914, filho de Francisco Vicente da Mota e Maria Marcília de Miranda Mota. Fez os estudos primários na sua terra natal e depois foi para Fortaleza, onde formou-se em direito. Retornando, exerceu a advocacia, até que foi nomeado Promotor Público. Paralelo ao direito, dedicou-se ao segmento salineiro – uma das atividades econômicas da família -, sendo um dos fundadores e presidente da Cooperativa dos Salineiros Norte-Rio-Grandenses Ltda, além de superintendente do instituto Brasileiro do Sal, localizado no Rio de Janeiro.
Era de uma família com tradição política. Seu avô, Vicente Ferreira da Mota, foi intendente em Mossoró. Seu pai, Francisco Vicente, havia governado o município no período de 1914 a 1916. Seu tio, monsenhor Luiz Ferreira Cunha da Mota ( mais conhecido como padre Mota) foi deputado estadual e prefeito de Mossoró por 12 anos. Quando a Igreja Católica restringiu as atividades políticas dos sacerdotes, o tio renunciou ao cargo de prefeito e Mota Neto foi indicado por ele para terminar o mandato
Elegeu-se deputado federal constituinte em 1945, pelo PSD, sendo reeleito para a legislação seguinte. Em 1958 elegeu-se deputado estadual e presidiu a Assembleia Legislativa, no período de 1960 a 1961. Foi nomeado pelo governador Dinarte Mariz para o cargo de Ministro do TCE em 1961. Faleceu em 13 de janeiro de 1981

sábado, 24 de agosto de 2019

MARIA DE LOURDES DIÓGENES TORQUATO, 1ª prefeita de são miguel


MARIA DE LOURDES DIÓGENES TORQUATO – Nasceu em Pereiros/CE. Pertence às tradicionais famílias Diógenes e Torquato, da região Oeste, com militância na vida pública do Rio Grande do Norte, principalmente nos Poderes Legislativo e Executivo. Dona Lourdinha, como é conhecida, elegeu-se prefeita de São Miguel (1983 – 1988), quebrando uma hegemonia masculina. Casada com o médico José Torquato (em memória), deputado estadual e três vezes prefeito daquele município, a homenageada ainda hoje exerce liderança política, graças ao trabalho assistencial desenvolvido nas três vezes em que foi primeira-dama. O filho, médico Galeno Torquato, é o atual prefeito da cidade, continuando a saga política da família.
FONTE REVISTA TCE RN

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